segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Jornada inicial...
A deste post e a deste grupo parlamentar também. Num momento em que mesmo alguém tão ponderado como Almeida Santos apela publicamente ao bom senso de todos, custa ver como o grupo parlamentar perdeu deputados do nível de Maria Carrilho, José Lamego e Arons de Carvalho para guardar os que cultivam «bocas regimentais» (sic!) e comentários sobre esquizofrenia durante os trabalhos das comissões parlamentares. Assim, não há dramatização que seja legitimável.
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grupo parlamentar PS; dramatização política
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
EVOLUÇÃO

EVOLUÇÃO
Estou optimista primário
Creio na evolução
E não por ser Centenário
Desse barbas Darwin, não.
O facto ressalta à vista:
‘Inda há ‘penas um pouco
À espera no dentista
Sentando mal amanhado
Falando fanhoso e rouco
Um símio bem desdentado
Ares e gestos d’arrivista
Fazia orelhas de mouco
À sua ordem na lista.
O magano era primata
Mas sapiens não era não
Lá esganava a gravata
Mas nem chá d’educação.
As enfermeiras, coitadas
São como anjos do céu
E devem estar treinadas
P’ra evitar muito escarcéu.
Lá foram levando o bronco
‘té lhe deram melhor vez
E de dez à sua frente
Ficaram apenas três.
Sempre com ar macacal
Foi a consulta pagar
Vai logo de reclamar
Da extracção dum queixal.
Nisto surge aparição
Uma vampe d’alto porte
Toda bamboleação
E com trejeitos de corte.
Filh’era do macacão
Por um capricho da Sorte
Ou fado d’evolução.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Discursos, métodos, metodologias e implementações teóricas: a frieza da alma na ausência do coração.
O amor está barrado na academia. A violência com seus dados bárbaros, sim, esta pode entrar. Podemos teorizar a cerca da barbárie, mas o amor, ah, o amor, este não tem lugar no campo teórico. Este, pensava eu, é o problema do pensamento científico. Eivado de razão, esqueceu os sentimentos. Perdeu o sentido. Para contrapor os dogmas da fé, perdeu-se em novos dogmas de verdade científica.
Que ciência é esta que mede os sentimentos? Impossível ciência.
Entretanto, para minha felicidade, novos apelos acadêmicos surgiram e achei: sim, eis o caminho, redescobrimos o amor como ferramenta de alteridade, como possibilidade de reverter o processo de lobotomia moderno a que nos submetemos! Há aqueles que housam teorizar sobre o amor, mesmo correndo o risco de ser contestado em suas terias e métodos! Vivas!
Porém, ledo engano. Velhas idéias borradas com novas tintas metodológicas ainda vazias de sentimento nada podem mudar.
Não. Não há como teorizar sobre o amor. É preciso sentir, vibrar, pulsar latente o coração que ama.
O amor em si mesmo, como mero objeto de análise romântica, não significa nada senão um discurso político-ideológico de muitos acadêmicos, mestres e doutores do saber, que com sua vaidade crêem ter encontrado o Santo Graal. Arriscam indicar metodologias alternativas, novas implementações teóricas sobre o amor e a necessidade de alteridade, de mudança, de respeito, de diversidade. Novas concepções sobre o amor, a sensibilidade, a humanidade e seus direitos “humanos”.
Brados por novos espaços de sensibilidade se abrem, como se nós, pobres e falíveis mortais, pudessemos ensinar ao outro e nos abrir através de seu discurso de sensibilidade. Sim, porque esta construção teórica acaba parando nas mãos e no nome deste ou daquele pensador que nos fala a alma que, repleta de sonhos e desespero ante a frieza metodológica das relações do cotidiano, anceia novas possibilidades que permitam o retorno a nossa criança íntima. Ele nos fala do nosso desconhecido, do nosso obscuro desejo de felicidade.
Como uma harpa encantada, ecoa cânticos que nos embriagam a alma e nos deixam apaixonados por suas teorias sobre o amor e a alegria. Teórico e teoria se confundem em nossos sentidos ainda dormentes agora despertos mas ainda embriagados pela melodia. Eis nosso ledo engano.
Ao nos abrirmos ao encantamento embriagante do vinho amoroso que nos serve imaginamos que o anfitrião é alguém também repleto de sensibilidade e amor. Esquecemo-nos de nossa condição humana e falha. Nos abrimos ao amor e esperamos ser amados. Buscamos a alegria contagiante do encontro mágico amoroso proposto.
Mas o amor não está nas belas palavras. Está na real capacidade de sensibilidade e solidariedade com o outro. Está nas ações que não necessitam ser teorizadas nem descritas. Está no que se sente mas também no que se faz.
Na ausência de alma teórica, o homem velho que habita em nós ainda banha a nova teoria, mesmo que pintada em lindas e coloridas cores e matizes. O encanto do velho mago se desfaz nas suas atitudes e nos deixa nus diante da indiferença científica. A frieza da alma na ausência do coração nas práticas do dia a dia vem a tona como um banho frio que nos acorda para a realidade. Tristeza nos percorre neste instante.
Mas nada está perdido. Eis que mesmo assim, avançamos. Embora ainda estejamos envolvidos pelo frio científico coração em nossas percepções, assim como o velho mago, somos agora homens melhores que antes, mais conscientes da verdadeira necessidade de amar. Despertamos para o fato de que o amor e o respeito a alteridade não são apenas elementos teóricos a serem defendidos em belas teses e discursos do dever ser. Precisam ser uma construção de ações e relações humanas na implementação concreta de um novo dia. Mesmo falhando na implementação, já reconhecemos o caminho e diante desta nova cartografia, quem sabe cheguemos um dia a encontrar nossa Ilha desconhecida.
O homem velho ainda habita em nós, mas podemos sempre, aperfeiçoá-lo amoravelmente. Necessária é a presença do coração e o aquecimento da alma nas ações que construirão e manterão as relações amorosas de que tanto necessitamos.
Andréa Wollmann
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Pontos nos ii
.
Durante uns minutos deixei ficar apenas um "." como postal, como mensagem.
Depois, achei que deveria dar uma explicação.
Esse ponto é o ponto no "i" que tem faltado.
Na verdade, esse é um de muitos pontos que precisam de ser colocados em muitos "ii".
Falta muito uma higiene mental e de discurso. A polémica anda abaixo de zero.
Em muitos casos, não se discutem ideias. Vociferam-se pseudo-sentimentos, que são recalcamentos, complexos, pulsões, explodindo ao pretexto da visão, ainda que ao longe, de elementos de tribos inimigas.
Estamos tribais. Estamos agressivos.
Estão outros, que não quero pertencer a essas tribos... Mas respeito-as a todas. Embora algumas pouco merecessem...
Serenidade, razão, lucidez, frieza, e pontos nos ii. Ou a barbárie.
Durante uns minutos deixei ficar apenas um "." como postal, como mensagem.
Depois, achei que deveria dar uma explicação.
Esse ponto é o ponto no "i" que tem faltado.
Na verdade, esse é um de muitos pontos que precisam de ser colocados em muitos "ii".
Falta muito uma higiene mental e de discurso. A polémica anda abaixo de zero.
Em muitos casos, não se discutem ideias. Vociferam-se pseudo-sentimentos, que são recalcamentos, complexos, pulsões, explodindo ao pretexto da visão, ainda que ao longe, de elementos de tribos inimigas.
Estamos tribais. Estamos agressivos.
Estão outros, que não quero pertencer a essas tribos... Mas respeito-as a todas. Embora algumas pouco merecessem...
Serenidade, razão, lucidez, frieza, e pontos nos ii. Ou a barbárie.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
del alma mía

Um colega historiador chamou-me incidentalmente a atenção, numa conversa de café, para um livro de Isabel Allende, Inès del Alma Mía, romance histórico de uma heroína da fundação do Chile. Folheei-o no Brasil. Alguém leu, e o que acha? Historicamente, será aceitável, haverá anacronismos graves? Esse sempre o meu medo do romance histórico. A narração na primeira pessoa é interessante, viva. Confesso que me aventurei num tipo de literatura que me não é costumeira.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Novo texto do prof. Paulo Cunha
Hoje venho indicar para Leitura um texto do Prof. Paulo Ferreira da Cunha: Do direito natural ao direito fraterno. O texto está publicado na revista vrtual da UNISINOS, que tem excelência na área.
O linck de acesso é o abaixo especificado.
http://works.bepress.com/pfc/52/
Vale a pena a leitura.
Sempre bom acreditar na possibilidade de uma Fátria, uma união entre irmãos.
O linck de acesso é o abaixo especificado.
http://works.bepress.com/pfc/52/
Vale a pena a leitura.
Sempre bom acreditar na possibilidade de uma Fátria, uma união entre irmãos.
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direito fraterno,
direito natural
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Chocolates, Suíças e Tentações ou a Lei da Atracção/Absorção
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